A ida para a escola é o pano de fundo desta peça. Um garoto negro, um cadeirante e uma menina se encontram logo no início e decidem ir juntos à escola, porém neste trajeto, que é tão simples para os outros, ser quem eles são se mostrará o maior obstáculo de todos.
Guilherme é um jovem negro que quando sai de casa, não sabe se voltará. Sua mãe sempre fica preocupada. Os percalços são inúmeros. Desde uma abordagem policial até pessoas mau intencionadas na comunidade em que vive.
Lucas é um cadeirante e estudante que já sabe que se quiser ir ao colégio tem que fazer um esforço extra, desnecessário até, digamos. Acontece que quem não é como ele, não se importa em mudar as coisas.
Camila é uma menina que por vezes se atrasa para a escola porque o pai espera que ela faça o almoço, limpe a casa e faça coisas do tipo. Mas, durante o trajeto, ela também corre risco quando mexem com ela ou quando de repente alguém decide segui-la.
Ligados pelo desejo de estudar e aprender, os três unirão forças para suavizar as desigualdades e vão compartilhar entre si o peso que é ser diferente numa sociedade como a nossa.
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